Publicado por: Danilo Regi | novembro 5, 2011

Scientia Vinces e o Universo restringido

Lendo um montão sobre as discussões de se a Polícia Militar deve ou não entrar e policiar o campus da Universidade de São Paulo, eu gostaria de contribuir com algo que acho básico, base, mas que estranhamente não vi à mesa da discussão até agora. Estou sentindo a falta de idéias nessa discussão. Calma! Não estou chamando os interlocutores de burros por tabela… com “idéias” estou evocando o mundo ideal, pois é nele que devemos mirar quando a realidade vira novamente uma bagunça, é pra lá que olhamos e falamos, opa!, era pra esse lado que nós estávamos indo… eis a direção que devemos seguir.

E qualé essa direção na USP?

Taí, a USP é um caso emblemático, posso citar a Universidade de São Paulo tranquilamente porque de forma ideal, ela definiu, claramente em uma sentença inequívoca, a sua finalidade e também meio.

A Universidade de São Paulo e seus membros formados ou em formação não vencerão pela força da criação da lei,

Eles… não vencerão com base em julgamentos fundamentados na lei,

Eles tão pouco vencerão pela ação, pela execução de tais normas…

A USP indica que ali, dentro daquele Universo, qualquer um só poderá vencer pela ciência.

Scientia Vinces – eis o lema da USP, algo que no latim significaria “pela ciência vencerás”. Note, não há qualquer ambiguidade, não nos resta qualquer dúvida. Jamais um membro forjado ali, naquele Universo, poderá vencer pela arma, pela ludibriação, ele só conseguirá fazê-lo por meio da ciência.

Nem todas as Universidades Públicas brasileiras foram tão felizes ao levar, já de cara, de chofre, o meio e fim a que vieram. As Universidades correm, atuam, a parte de quase tudo, elas foram criadas, sim, por outros dois poderes e obedecem, sim, ao julgamento do terceiro, mas estão e são independentes de qualquer pressão de todos e cada um deles.

Assim o conceito de universidade foi forjado – por volta de 1150, na Europa – e até então não encontramos modelos igualmente eficazes que, por meio da ciência, promovam mudanças contínuas para o bem da sociedade. Também não poderia ser diferente, se a Universidade se subjugasse ao Executivo ou ao Judiciário ou ao Legislativo o seu gigante – porém frágil – Universo sofreria um duro golpe, pois a ciência ideal é sempre imparcial (dentro dos limites da nossa condição humana). Sempre. Não é à toa, que, dentre outras pautas, vez e outra você vê os docentes e discentes se queixando da influência do mercado sobre as linhas de pesquisa da Universidade, porque essa influência pode romper com aquela máxima da independência do pensamento acadêmico.

Mas o que a Polícia Militar tem com isso?

Ao que parece, tudo. A Polícia é um instrumento ligado a um dos poderes, o Executivo. Portanto pode facilmente deturpar todo o meio e fim da USP, e de qualquer outra Universidade Pública. Pode chegar lá e vencer pela arma (pelo canhão, como ouvimos em hinos de algumas nações). Notem, os policiais enquanto a paisana, não estão barrados ao interior da USP, ninguém o está. Nesse Universo, só o que deve ficar de fora são as suas armas de fogo ou de qualquer outro tipo. Isso se dá para que a ‘briga’ seja igualitária, pareia, justa! Ideias contra ideias, cujo resultado será a inovação. É por esse confronto que a USP preza, é para isso que ela existe.

Mas a Universidade tem sim uma grande restrição! O seu enorme poder, a ciência, não corre livre e solto. Ele não pode ‘mirar’ qualquer coisa com seus potentes ‘canhões’ capazes de mudar realidades, gerar inovações… Ele se encontra subjugado ao fim maior de quem lhe mantêm, a sociedade. Os outros dois poderes que a criaram, é claro, tomaram o cuidado de dar a destinação correta – por força de lei – ao poder científico da Universidade Pública.

Era necessário que se subjugasse o Universo do saber de alguma forma, pois senão ele poderia virar-se, por exemplo, para o desenvolvimento de armas atômicas, ou pura e simplesmente para benefício de uma pequena porção da sociedade. Mas não, é para o bem da sociedade! Essa é a única restrição desse Universo.

É interessante por hora notar que – embora intrínseco ao meio universitário definido lá atrás – o desarmamento de tudo que não sejam idéias não se dá só dentro da Universidade. Também são proibidas armas nas Assembléias Legislativas, notem que nem os policiais militares, que as guardam internamente, carregam armas. E vem cá, seria possível a presença de sujeitos armados em um julgamento justo num tribunal? Claro que não!…

A noção é simples e a sabemos desde criança. As ideias são muito poderosas, mas de chofre, nada podem, a queima roupa, contra a força injusta da pólvora mais chumbo. Nem precisa tanto… quantas vezes na infância não te deram um safanão pra ficar quieto!? Calaram as suas ideias…

Não tínhamos que ir muito longe para jogar luz sobre a questão “PM no campus”, a resposta já estava lá, desde o surgimento da USP: não é pela arma, é pela ciência que vencerás!

Essa noção, inata a instituição USP, já foi muito mais óbvia e clara para os seus temporários membros, em tempos de ditadura. Nesse período, estava claro que a polícia e o exército obedeciam a um dos poderes e adentravam o campus universitário para fazer calar o mundo dos argumentos, das idéias. Simples! Era por que esse mundo discutia esse poder e mostrou por A+B que ele não era o melhor para a sociedade.

Mas a história continua e a USP vai seguindo bem nos seus trilhos, seus membros olham aqui, olham ali, estudam, inspecionam e vão apontando: Ei! mais pistas para a marginal Tietê não é a melhor solução; São Paulo precisa de mais transporte público; a defasagem em linhas de metrô é de X km/ano; o padrão de TV Digital mais adequado para o Brasil seria o Y, por tais argumentos; a Polícia Militar paulista está inadequada, pois matou mais que toda polícia americana…

As idéias não param! Vivem avaliando – também se avaliando – e trazendo, apontando inovações. Inovações que muitas vezes constrangem os membros dos 3 poderes constituídos, oras, que, loucos da vida, esbravejam! Eles podem! Mas aqui, dentro da Universidade, só podem se vierem munidos de idéias. De comprovadas idéias. E só.

Agora que demos uma olhada no mundo ideal, puxado pelo lema da USP “Scientia Vincis”, vamos ver se há algum exagero. Será que o Executivo poderá influir na USP?

Os tempos de ditadura nos deram muitos exemplos, comprovamos por lá, mas e hoje?

Não faz muito tempo, foi no ano de 2007.

Vindo do poder Executivo, num decreto, em uma canetada sem discussões, o governador da época decidiu alterar toda a ordenação de idéias da Universidade de São Paulo. Muito estranhamente ele decidira (entre outras coisas) que a partir daquela canetada, quem decidiria o que era idéia que receberia mais verba (pesquisas operacionais) e o que receberia menos verba (pesquisas de base) seria, nada menos, do que a secretaria dele, o próprio executivo.

Visto que o regime já era democrático, talvez nunca se vira antes um absurdo tão redondo, tão perfeito!

Mas a USP o encarou, não pelos adjetivos que eu acabo de colocar (nada imparciais). A Universidade o encarou como sempre fizera com qualquer matéria. Ela pôs-se a questionar, testar, medir resultados. Como seria uma Universidade Pública em que as pesquisas de base são deixadas de lado em prol das operacionais?

Seus mestres, doutores e livre-docentes não demoraram muito pra se lembrar da pesquisa de base que levou ao desenvolvimento do transistor (hoje presente em quase todos os equipamentos eletrônicos) e logo foram pipocando mais e mais casos exemplares… a USP reuniu um montão de idéias e rechaçou fortemente e bravamente a tolice daquele governador. Fez o que tinha de fazer, falou: não senhor! Seguindo por aí, a sociedade perde! O senhor está errado!

Mas dessa feita o Universo das idéias foi obrigado a lutar! Por isso eu disse ‘bravamente’, pois o errado governador colocou, de forma injusta e desmedida, contra as idéias da Universidade Pública, a força das armas que encontrou à disposição. E foi um Deus nos acuda em termos de ocupação e mobilizações (todas desarmadas, movidas por ideais) para poder gerar pressão suficiente que fizesse o governador admitir e apagar a tolice do texto legal que ele mesmo assinara.

Eis uma das histórias que acho mais emblemática para exemplificar como a USP pode ser ameaçada. Aliás, ela o é sob muitos outros pontos de vistas e devemos lutar contra todos eles. Porém, quando falamos na Polícia Militar, estamos lidando com um outro ente muito mais poderoso, o Executivo. Embora ele seja contra balanceado pelos outros dois poderes, mesmo assim, consegue muitas vezes ameaçar o mundo das idéias que é tão caro para as inovações e melhorias que a nossa sociedade precisa.

Quem ainda não se cansou nesse calmo texto deve estar se perguntando: ué, mas e a violência? E o roubo? E aquilo que se concretiza nas ocorrências policiais que vemos no campus!? Eles não restringem o pensamento? Não o constrangem, gerando medo e mesmo ceifando a vida?

Sim. E já foi dito, o mundo das idéias é bem frágil, qualquer perturbação pode deturpá-lo, como num ruído em meio a um jogo de xadrez. Mas se vimos que a solução não se dará pela polícia, então como faremos?

Não à toa, no campus existe uma Guarda. Senhoras e senhores das idéias, atentem a palavra que lhe dá nome, é “guarda”, o intuito é de guardar, de resguardar, de proteger, não o de policiar.

A opinião do integrante da USP que lhes escreve é a de que a Guarda Universitária deveria ser bem reforçada, deveria dar conta do campus. Mas, deixando a minha opinião de lado, outras medidas são sugeridas em outros foros. Por exemplo, abrir e iluminar o campus, o tanto quanto possível – dizem os integrantes do movimento estudantil – dentre outros – que é por aí que passa a solução.

Mas quem mesmo poderá apresentar uma solução mais adequada por A+B é a própria USP. Vamos discutir como resolver a questão da insegurança no campus! A USP serve pra isso. Para os membros das comunicações e artes (ECA), fica até mais fácil, é só cruzar a rua e trocar uma idéia com o pessoal que vem, há anos, estudando as causas, consequencias e tudo ligado a violência… vamos envolver o pessoal do NEV (Núcleo de Estudos da Violência). Vamos envolver todos os demais pensadores da USP e ver o que eles têm a dizer sobre isso. Será que precisarão de mais tempo de pesquisa? Então vamos abrir o espaço para ela! A USP tem autonomia e é para isso. A Universidade está aí para avaliar os diversos aspectos da sociedade e se não tem habilidade ainda, abre novas fileiras de pesquisa (o que acho que não é o caso para essa questão). É pra isso que ela serve e, por favor, é nisso que ela é capaz. Olhar, refletir e encontrar soluções.

Talvez a minha solução não seja a mais adequada, só pra finalizá-la gostaria de dizer que, na minha opinião, os gastos com a guarda, mesmo que relativamente altos, são despesas essências para a manutenção desse incrível universo USP. Mais importante!  – A USP – hoje deturpada por um reitor que não está mais agindo movido pelo reino das idéias de eficácia acadêmica –, a USP deveria servir de exemplo com uma guarda que não resulte em mais violência e muitas mortes como a Polícia Militar paulista. A guarda universitária poderia e deveria ser um protótipo de como uma “polícia” deveria agir na sociedade. Notem, obrigada pela canetada do reitor, a USP está deixando de inovar num assunto muito caro a sociedade. Novamente, a Polícia Militar paulista já matou, em cada um dos últimos 5 anos, mais gente que todas as polícias norte-americanas juntas… quer tema mais básico a ser discutido? Está mais do que na hora do mundo das idéias se rebelar – como fez daquela feita dos decretos – contra a canetada do reitor e dizer: não senhor! O senhor errou!

Nesse parágrafo aqui do texto, caberia uma enorme explanação, ligando os pontos dessa história que dentre outros envolve, PM, executivo, governador, reitor, campus, eleições, protestos, pois os sucessivos reitores da USP não vem “errando” na questão da PM no campus por mero acaso (lembremos da reitora que precedeu o atual reitor). Eles são escolhidos de forma extremamente restrita dentro da USP em número de três e, absurdamente, depois, um é escolhido pelo governador. Em resumo, como vimos, o próprio reitor representa um desbalanço e uma ameaça ao Universo de idéias USP. E o mundo das idéias já se cansou de mostrar por A+B que essa distorção precisa ser corrigida, pois gera danos a sociedade. Numa digressão, eu vou me lembrar da Universidade do Vale do Sapucaí, lá de Pouso Alegre (MG), cidade em que cresci. Naquela Universidade privada, bem mais nova que a USP, a escolha do reitor se dá por 60% de docentes, 20% de alunos, 20% de funcionários. Não sei se essa é a divisão ideal, mas é vastamente mais democrática que a da USP. A Univás e muitos outros Universos de Idéias, Brasil a dentro, tem bastante a ensinar pra USP em termos de gestão mais democrática e transparente… e os resultados, a USP vive infelizmente colhendo… somos nós aqui nos engalfinhando por conta da canetada errada reitorial.

Que tal agora resolver a questão à moda USP? Que tal pôr seus entes pra dialogar e expor o que andam estudando sobre a questão e caminhos para solução?

Por tudo isso, só lhes peço esse favor, caros amigas e amigos, discutam, essa é nossa verve e a força de nossas Universidades Públicas, mas jamais entreguem as nossas ideias, jamais as subjuguem à força das armas. Este brilhante Universo, se assim restrito, perecerá.

…(só) pela ciência,
vencerás.

Danilo Regi de Almeida
formado pelo Jornalismo da ECA-USP em 2009

pois é, 365 dias! Esse dia 18 faz um ano que eu aterrissei na dimensão paradisíaca de Austin, sim, e eu não poderia deixar de relembrar a data e ainda fechar um balanço da viagem.

EXTREMAMENTE HUMANA, foi essa experiência, é o que eu demais ressaltaria, tivesse de escolher uma característica. Como eu adoro conhecer – sempre aos poucos – a diversidade, adorei. Parece que o lugar, Austin-universidade-do-texas-dormitório-TUDO fora feito para mim como uma roupa artesanal, me encaixei, me descobri por lá, como algumas pessoas que vivem essas experiências costumam dizer. Foram sete meses e diferente de alguns relatos que já ouvi de pessoas que foram aos EUA, eu não destacaria a infra-estrutura ou coisas materiais (embora sejam bacana sim), mas a incrível convivência com americanos de todos os Estados Unidos e gente do mundo todo.

Vista de Austin durante o festival de rock Austin City Limits

E me desculpe, por favor, a forma tão caótica que esse texto vem, mas é que a emoção retorna, me explico. Primeiro a surpresa. Você ouve falar que os americanos são um tipo frio durante uma vida inteira e desde que chega lá, é cordialmente muito bem recebido, palestrado, cumprimentado, apresentado… você já se choca com preconceito que tinha, não que isso os torne mais quentes, mas há um espaço muito grande para a conversa. Na verdade, é bem mais do que isso – o que vai se notando com o tempo – é uma espécie de civilidade, sim, você é tratado e é incentivado a tratar através de formas mais polidas como “poderia” ou o bom e velho “por favor”, e daí parece que tudo vai ficando mais fácil para estabelecer contato, perguntar etc. Você é sempre recebido com um bom dia quase que sempre sincero pelo atendente e fica de fato mais disposto com isso. Mas essa é só uma das características que gostaria de lembrar.

Experiência muito boa eu vivi em Corpus Christi. Sim, vamos ao começo. Eu me inscrevera em um programa do International Office da Universidade do Texas em Austin voltado para a troca cultural entre alunos do exterior e famílias americanas. O International Office (órgão da Universidade que lida com tudo voltado aos alunos estrangeiros e onde a minha escola de inglês se situava) promovia 3 ou 4 programas diferentes de integração dos estrangeiros aos locais, o Friendship Program era apenas um deles. Através desse programas, alunos estrangeiros seriam meio que “adotados” por uma família americana e seriam recebidos por ela para umas 3 ou 4 refeições, assim eles poderiam conhecer o tradicional modo de vida americano, era esse o objetivo do programa. Leia Mais…

Publicado por: Danilo Regi | junho 9, 2010

Tour pela Universidade do Texas (parte I)

Opa, hoje vamos dar uma voltinha pela UT a Universidade do Texas em Austin, uma das 50 melhores universidades dos Estados Unidos e a melhor do estado do Texas. A UT é pública, ou seria melhor dizer, do governo, o termo pública tem outra conotação aqui, nos EUA todas as universidade são pagas, mas as do governo (públicas) são mais voltadas para atender a sociedade. A UT tem mais de 50 mil estudantes e um orçamento anual de 2 bilhões de dólares. Em termos de espaço, para imaginá-la pense numa USP ou numa Unicamp, com algumas diferenças… vamos ver as fotos.

De onde começamos? Oras, da minha casa! O The Castilian, uma espécie de hotel universitário, não a toa, pois ele fica dentro da cidade universitária, no extremo oeste dela e funciona com a permissão dela, embora seja independente dela. É uma boa opção de morada, mão na roda para os estudantes e já oferece comida.

Descendo dele, eis a visão da rua abaixo e é só virar a esquina e cruzar a rua para ter a outra foto (dele a distância). E já estamos no quarteirão da UT. O meu andar tá escondido por essa parte mais extensa do prédio, mas a vista de lá é bacana. Aquelas janelas diferentes são a cafeteria que fica no 11 e o resto pra baixo é estacionamento. Na rua, a Guadalupe, a maioria das lojinhas é de comida, o que aqui significa diferentes tipos de hambúrguer ou uma grande variação: o sanduíche!

Ainda na Guadalupe, a Co-Op, uma parente super avançada das Atléticas brasileiras, ela é gerida por alunos e vende artigos com a marca da Universidade que ao mesmo tempo é o time, o Longhorns. O “Chifres Longos”, time da UT é muito prestigiado, seu símbolo é o Red Bull e sua cor o laranja. Você vai ver a exaustão a evocação dessas simbologias nas fotos… a UT está entre as 10 universidades que mais são queridas pela sua comunidade… e na Co-Op você pode comprar de tudo com essa cor ou o boi chifrudo do Longhorns. Fico devendo a foto do interior da loja que esqueci, mas imagine um lugar meio plástico como shopping tingido de laranja com muitos produtos laranja de todo tipo.

Vamos andando, do outro lado da rua já temos prédios baixos dos dois lados e no meio um bom espaço com jardins e algumas estátuas, me chamou a atenção a estátua desse tal de Cézar Chavez, saca só as frases que vão gravadas ao entorno dele:

“Once social change begins can not be reversed”

“You can not un-educate the person who has learned to read

“You can not humiliate the person who feels pride”

“You can not oppress the people who are not afraid anymore”

São frases fortes e que cabem bem na boca de um líder revolucionário, numa livre tradução seriam: Uma vez qur uma mudança social começa ela não pode ser revertida; Você não pode deseducar uma pessoa que aprendeu a ler; Você não pode humilhar uma pessoa que se sente merecedora; Você não consegue oprimir um povo que já não sente medo.

Cézar Chavez, um mexicano que migrou para os EUA foi um líder trabalhista que lutou pelos direitos civis desde os anos 60. Dentre outros feitos, ajudou a fundar a Associação Nacional de Trabalhadores Rurais que em 1970 contava com 50 mil filiados e com isso pressionou pela melhoria das condições de trabalho no campo (ver na wikipédia).

Para mim é uma felicidade encontrar uma estátua de um Cezar Chavez logo de cara no campus, me conforta pensar que ele foi homenageado, no país dito como o do capitalismo, um homem que lotou a vida inteira pelo social. Mas veremos que felizmente (diferente de boa parte de outros centros acadêmicos) a UT, embora tendo o mesmo sistema de contas de outros centros, presta muitos serviços a sociedade e diz tê-la como principal objetivo. Bom, vamos andando.

Seguindo pelo caminho chegaremos a frente do prédio central da UT de onde se alevanta a torre, a UT Tower, uma construção fina de muitos andares com um relógio no fim (se fosse fazer uma analogia com a USP, chamaria de O Relógio). Antes, queria chamar a atenção para os detalhes dos prédios, da arquitetura, isso foi o que achei um barato por aqui, o trabalho em alguns acabamentos. Então, antes de virarmos e olharmos a torre, veja só o detalhe de um castiçal do prédio a frente da torre:

Dá uma olhada também no edifício em que ela está, principalmente no forro da beirada do telhado ou no contorno das janelas:

Bonito não?! Mas isso é só o começinho, há muitos detalhes para se olhar e são tantos que não dá pra mostrar todos, devo dividir esse tour em dois posts, mas mesmo assim só veremos uma parte.

Agora vamos virar para o prédio central, a Torre:

Leia Mais…

Publicado por: Danilo Regi | junho 2, 2010

Primeiras impressões de Austin

Chegando a Austin, fui recebido pela colega de jornalismo Heloisa Aruth, a partir daqui vou usar fotos para contar as minhas impressões, acho que funciona melhor. Todas as fotos vocês podem encontrar no meu flickr.

Fiquei os primeiros dias no Hostel Internacional de Austin. A minha morada definitiva seria o The Castilian, uma espécie de hotel universitário voltado para atender a estudantes (e como refeições inclusas).

O hostel fica mais distante do centro a beira do rio que limita a parte mais centra de Austin do sul, o rio Colorado, embora tenha essa nome, não tem nada a ver com o estado americano. O Hostel fica bem na beira do rio, é um local muito gostoso, você anda alguns metros e chega no rio.

Por lá dividi quarto com ingleses, uma australiana e uma francesa, todo mundo legal. O humor num hostel varia diariamente conforme quem chega e quem sai.

O sol se punha lindamente sobre o rio Colorado (talvez por isso o nome dele) e olhando sobre ele podemos ver o centro de Austin do outro lado.

Ali nas árvores da região e principalmente na universidade pude ver com facilidade esquilos.

Junto com a francesa e um americano fomos fazer um tour guiado pelo entorno do Capitólio, uma construção colossal que devo retratar em outros posts e que sedia o senado do Texas.

Leia Mais…

Publicado por: Danilo Regi | junho 2, 2010

A primeira viagem de avião (rumo a Austin)

Estou de volta! E agora em outro país!

Terra Ianque, ou estadunidense ou americana como a… deixa pra lá, como costumamos usar. Mias exatamente em AUSTIN, capital do Texas.

Fiz uma fabulosa viagem até aqui, deixar São Paulo de avião por volta das 11h do dia 17 foi uma ótima idéia. Pude ver São Paulo magnífica pela altura dos 3000 mil metros viva! E pulsante, um tecido vivo correndo veias pulsando carros acesas de sanguíneo mercúrio! Um espetáculo sem palavras!
Minha primeira vez foi magnífica… E a sensação de levantar vôo?

Um friozinho na barriga de quem nunca sabe quando vai ser a hora… o avião acelera e freia as turbinas para se posicionar na pista e eu sempre pensando `será a hora do vôo?… não, na hora o monstro de metal leve pesando dezenas de toneladas justifica a razão pela qual consegue voar despejando toda potência nas turbinas e tudo vai ficando rápido, rápido, parecendo transição de filme para outra dimensão e a pista parece não acabar mais e por fim, no quase lá, ele suspende mais ainda sentimos solo, mais uns décimos e algo percorre a espinha como se pudéssemos sentir o exato momento que os nossos pés dele, avião, deixassem o solo.

Durante o vôo, noturno, teoricamente se pode dormir, mas eu não imaginava que o ruído interno era de tal altura, até dá… mas não é confortável. Um oriental senhorzinho sentado ao meu lado, senhor genial, boa companhia. Comida quase plástica e esterilizada vem em potinhos descartáveis… aeromoças “espikando” só em inglês, nossas primeiras tentativas de enrolar umas palavras e improvisar algo.

E o bichão segue sempre vibrante, a tal turbulência, o asfalto do ar, vocês sabem… nunca esta perfeitamente pavimentado. Sensação estranho tenho quando o avião dá guinadas de lado para aprumar a rota… parece… cabe quando você balança bem alto a tal ponto de no topo, no ápice sentir um frio na barriga que diz que… vai cair! Então, quando o avião inclina lateralmente parece que você vai cair da poltrona! ha ha. Derivo que pilotar um caça deve ser maravilhoso também.

Pra que dormir? Leia Mais…

Publicado por: Danilo Regi | outubro 5, 2009

A história da internet

Nesse post conto um trecho da história da internet, o texto compõe o meu tcc sobre iptv usp que será exposto no final do semestre. A maioria dos links é para wikipédia, trazendo mais informações sobre os verbetes. O texto é provisório e está sendo revisado mediante a preparação do tcc, logo ainda não está no seu formato final, futuramente poderá conter fotos e mais dados. Também publicarei outros posts complementando esse. Caso encontre algum erro, por favor, entre em contato ajude para que o conteúdo fique melhor não só para mim, mas pra todos nós!

De onde veio isso tão comum que nominam internet?

Retomar o surgimento da internet é importante porque as bases tecnológicas e ideológicas que forjaram esse meio estão por trás dele enquanto fenômeno de renovação tecnológica. A rede só se tornou um meio fortemente colaborativo de fácil acesso (em relação a outras tecnologias de comunicação) e praticamente universal com respeito à compatibilidade devido à idealização pontual de muito de seus precursores. Pra contar essa história melhor, uma das nossas bases é a retomada histórica que Castells (2003) faz em “A Galáxia da Internet”, vamos lá.

De acordo com Castells (2003), no fim dos anos 50, nos EUA, em meio aos esforços americanos para fomentar pesquisas militares no começo da corrida espacial, no auge da Guerra Fria, a internet foi criada pelo departamento de defesa, a Advanced Research Projects Agency (ARPA), em 1958. Tinha por objetivo mobilizar recursos de pesquisa no mundo universitário e obter superioridade tecnológica em relação à União Soviética, que lançara o satélite Sputnik, em 1957. Em 1962, foi criado o Information Processing Tecniques Office (IPTO), um departamento da ARPA, com objetivo de “estimular a computação interativa”. Uma das frentes de trabalho do IPTO foi criar uma rede entre os computadores da ARPA para aproveitar melhor on-line (ou seja, em tempo real) o tempo de computação da ARPA. Foi assim, numa agência de projetos avançados militares, buscando aumentar a eficiência de trabalho de seus computadores, que surgiu, em setembro de 1969, a Arpanet.

Para construir essa rede, a Arpanet utilizou uma tecnologia nova de transmissão de telecomunicações, a comutação por pacote, desenvolvida independentemente por Paul Baran e Donald Davies. Essa tecnologia permitia uma rede de comunicação descentralizada e flexível e foi proposta por Baran ao Departamento de Defesa como um sistema de comunicação militar que fosse capaz de sobreviver a um ataque nuclear. Os primeiros nós da rede foram criados em 1969, e em 1971 já havia 15 nós ligando os principais centros universitários de pesquisa. Leia Mais…

Publicado por: Danilo Regi | setembro 27, 2009

Frejat, Zélia Duncan, Fernanda Takai e Orquestra

Nesse post fotos, vídeos e o comentário sobre o show

Foi bem gostoso o show hoje no Ibirapuera, com Frejat, Zélia Duncan, Fernanda Takai e a Orquestra Arte Viva. Estava combinando com  o dia ensolarado ou com o vestido primavera como Duncan mesmo se disse. Ouvimos a abertura da Orquestra Arte Viva tocando Trenzinho Caipira em comemoração ao cinquentenário de morte de Heitor Villa Lobos. Depois a voz suave de Fernanda Takai, muitíssimo delicada cantando Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos de Caetano Veloso.

Fernanda cantou mais duas músicas e chamou Zélia Duncan com quem fez companhia no palco por uma canção.

Leia Mais…

Publicado por: Danilo Regi | setembro 21, 2009

Luz negra de Goeldi

“Cada traço é um pedaço de nervo com a veemência de um coração bárbaro”

Foto de Julia Mota publicada no flickr

Foto de Julia Mota publicada no flickr

Dia desses pude conhecer melhor o trabalho de Oswaldo Goeldi, autor da frase acima, o nome, confesso, não me era familiar, mas pela vitrina da Caixa Cultural na Av. Paulista, vi um quadro que me lembrou um livro de literatura do colegial (era a gravura “Chuva”). E foi por essa altura que havia lido pela primeira vez sobre o expressionismo uma tendência nascida na Europa, em especial na Alemanha no fim do século XIX, em que os artistas retratavam a realidade enfatizando – ou distorcendo – os detalhes que lhe chamavam a atenção (ler sobre expressionismo na Wikipédia).

A tendência ganhou maestria, por aqui, nas gravuras de Goeldi, artista brasileiro nascido em 1885 no Rio de Janeiro. Filho de um cientista suíço ilustrador da natureza, Goeldi passou a infância em Belém, no Pará. Aos 6 anos, voltou com a família para Europa, passando por lá por todo o período da I Guerra e regressando em 1919. Antes disso, em 1917, havia abandonado a escola de Politécnica de Zurich para ingressar na escola de Artes de Genebra. De volta ao Brasil, começou a desenhar para o jornal A Manhã e para a revista Para todos, em 1926 ilustrou Canaan de Graça Aranha. Em 1941 ilustrou Guerra e Paz de Dostoievski. Nesse tempo já tinha participado de várias exposições internacionais e por volta de 1950 já era reconhecido internacionalmente. Este é um resumo bastante sintético da biografia de Goeldi veja mais no item biografia no site oficial sobre o artista. O artista morreu em 1961.

Mas voltando as impressões… me chamou muito a atenção o fato do autor utilizar muito o preto, não é muito comum. Isso por si só chama atenção, dessa forma ganha grande destaque algumas impressões que ele quer passar, assim é “Chuva” que se concentra num de seus símbolos, o guarda-chuva.

Conversando com a monitora da exposição, Marili Serafin Leia Mais…

Publicado por: Danilo Regi | setembro 10, 2009

Sabor natural de limão na Galletita Havanna

A Galletita é uma delícia por definição cara e rara, he he, é porque as doses são pequenas (25g), pra quem está acostumado a comer meio pacote de bolacha… aaahh, mas compensa experimentar, a naturalidade do sabor de limão nessa espécie de bolacha recheada é difícil de se encontrar… ao menos eu nunca provei algo assim em termos de recheio de limão. É um sabor bem presente, embora suave, o recheio parece realmente (e não só como diz as muitas propagandas) derreter na boca e espalhar sabor. Já as bolachas são levemente crocantes e para dar uma idéia, é como se fossem da massa da passa tempo só que mais aprimoradas, mais macias a fabricante é a argentina Havanna – marca muito conhecida pelos seus alfajores. Essa aí da foto eu ganhei de uma amiga que me trouxe da Argentina, Mari, muito obrigado!

Mas você pode encontrar por aqui em São Paulo em quiosques em alguns shoppings como Center 3, Eldorado e Villa Lobos, vou dar uma olhada no valor e escrever nesse post. Deixa eu comer o restinhos que sobrou da minha.

Ah, também experimentei o chocolate ao leite da Havanna, a opinião está aqui.

Pra quem quiser dar um pulinho no site da Havanna, o link:  http://www.havanna.com.ar/

Publicado por: Danilo Regi | setembro 10, 2009

Chocolate ao Leche Havanna

Quanta expectativa para experimentar o chocolate argentino da marca Havanna! Conheci, por intermédio de uma amiga, a bolacha Galletita (veja o post) que adorei, depois descobri que também havia chocolate ao leite, logo imaginei que também eram de outro mundo, aliás, a marca também é reconhecida pelo seus Alfajores. E corri muito atrás, por aqui, nos quiosques da marca, mas  ele nunca que chegava e, depois de meses, uma amiga minha, a Mari, trouxe de uma viagem a Argentina o tão esperado chocolate. Muito obrigado Mari, enfim eu pude experimenta-lo, eis a opinião:

É melhor se apegar à Galletita, o chocolate não desponta da mesma forma, ele é gostoso, mas não chega a empolgar, é como se fosse o nosso chocolate de marcas nacionais correntes com um pouquinho só mais de: cremosidade, sabor forte e menos doce. Fica elegante, não digo que não, mas é que por aqui você vai encontrá-lo por R$ 13,00, acho muito cara por ele. Pra quem quiser experimentar o chocolate ou a recomendada Galletita você pode encontrar por aqui em São Paulo em quiosques em alguns shoppings como Center 3, Eldorado e Villa Lobos.

Pra quem quiser dar uma olhada nos produtos da marca, segue o link: http://www.havanna.com.ar/

Posts mais antigos »

Categorias

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.